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Breve história da APA - Associação Portuguesa de Atrelagem

A Associação Portuguesa de Atrelagem fará brevemente vinte e quatro anos.

Nos finais do Século XX, um grupo de amigos organizava as primeiras provas com cavalos atrelados nos moldes europeus. Realizou-se uma primeira prova de condução no Palácio de Queluz, fez-se a primeira maratona na Equipagem de S. Huberto em Santo Estêvão. As Atrelagens desfilaram em Lisboa e integraram os cortejos da Sociedade Hípica ao Campo Pequeno e na Praça do Império em Belém, no âmbito das Festas da Cidade de Lisboa.

A pouco e pouco as velhas carruagens, há muito arrumadas em palheiros e cocheiras, voltaram à luz do dia, para recomeçar a circular atreladas a um ou mais cavalos.

Mas essas carruagens pelo seu valor e antiguidade não serviam para as provas de campo. Por isso, apareceram as carruagens construídas hoje mais resistentes e confortáveis.

Em Portugal é o primeiro Presidente da APA, o Senhor Dr. Manuel Abecassis, a lançar o primeiro modelo de carruagem de Maratona. Depois vamos à Alemanha e a Inglaterra ver o que se fabrica por lá. E aí aprecem as réplicas das carruagens de cidade, os spiders, os phaetons, as charrettes, os tilburys.

Constituem-se equipas para concorrer em França e na Bélgica e também na Alemanha, na Polónia e em Inglaterra. Os Portugueses e os seus cavalos são apreciados e a sua competência é reconhecida. 4 Cavalos lusitanos tornam-se Campeões do Mundo, conduzidos pelo belga Felix Marie Brasseur, e o português Frederico de Beck, algum tempo depois, ascende ao título de Vice-campeão do Mundo de Parelhas. Recentemente, nos jogos equestres mundiais realizados em Aachen, Félix Brasseur repete a proeza de voltar a ser campeão do mundo em 4 cavalos, novamente com cavalos lusitanos. A atrelagem nacional está de parabéns.

A APA entretanto tem organizado inúmeros Concursos Completos de Atrelagem em várias regiões do país, onde se têm destacado vários concorrentes participantes em Campeonatos do Mundo .

Entretanto, o interesse pela atrelagem aumenta por todo o país. Na Feira da Golegã, já não circulam somente uma dezena de carruagens, o número passa para as cento e cinquenta.

É, assim, num contexto de grande entusiasmo e vontade de participar que entramos no Século XXI, no terceiro milénio. Surgem assim novos desafios e a APA quer ir ao encontro de todos aqueles que pretendem participar nesta evolução.

Estão aqui compreendidas novas formas de utilização do cavalo atrelado, ainda por explorar em Portugal. Assim acontece com as provas rápidas designadas por Derbys, disputadas numa tarde, e que tem adeptos por todo o país, as provas de exterior, de grande popularidade em França, conhecidas por TREC atrelado; e ainda os passeios de lazer no campo que promovem o convívio entre todos os associados.

Mas, não ficam esquecidas as velhas carruagens, pois vamos ter lugar para elas e para as podermos apreciar num cenário condigno. Quem tem as suas relíquias hipomóveis autênticas restauradas e a brilhar, diríamos mesmo de fazer inveja a quem as vê, vai poder mostrá-las nos Concurso de Tradição a organizar em 2009.

 

 
 
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